domingo, 30 de abril de 2017

TOP 10/10: Aberturas e Encerramentos de Animes Favoritos!

Diretamente influenciado pela lista do Leonardo Kitsune no Video Quest, resolvi fazer a minha própria lista de aberturas e encerramentos favoritos. Um ponto importante é que preferi não listar o óbvio, mencionar Pegasus Fantasy, Laços de Flor e demais músicas adaptadas para o Brasil.

São 10 aberturas e 10 encerramentos! Isso é um TOPZERA DE ANIMES! Desculpa!

Veja minha lista a seguir com breves comentários:

Ataque dos Titãs – Shingeki no Kyojin

Ataque dos Titãs é um dos últimos gigantes recentes, sem trocadilhos. A abertura passa exatamente o tom de espetáculo e drama que a história está propondo.



Baccano

Descobri Baccano por acaso e fui conquistado imediatamente pela abertura. O estilo não linear de contar a história também é uma característica bem marcante do anime. A abertura é tão marcante que o estilo foi replicado em Durarara, animação baseada em outra obra do autor de Baccano.



Bakemonogatari

Bakemonogatari tem pontos altos e baixos, em um momento a história flui muito bem, mas em outros parece haver uma barreira no roteiro que impede o desenvolvimento da trama. Todo o valor de produção voltado para a estética, focando na criatividade dentro de um orçamento padrão, é refletido na abertura do anime.



Beck

Beck foi animado em um power point. Isso é um fato. Outro fato é que a abertura, encabeçada pelo Beat Crusaders, é muito boa. O inglês não é perfeito, mas até que combina com o fato da história focar em japoneses cantando na língua da terra da rainha.



Cowboy Bebop

Eu não queria colocar Cowboy Bebop nessa lista, mas não tem como não colocar Cowboy Bebop nesse tipo de lista.



Death Parede

Death Parede possui uma das melhores aberturas do mundo dos animes pelo simples fato de ter apresentado o Bradio para o mundo.



Elfen Lied

Elfen Lied foi o primeiro anime sanguinolento dos anos dois mil focado em uma trama jovem liderada por uma protagonista bipolar de cabelo rosa. Além de criar praticamente um novo subgênero nas animações, Elfen Lied também conta com uma abertura única e tocante.



Ergo Proxy

Ergo Proxy tem uma belíssima abertura que consegue passar toda melancolia e solidão da sua trama com apenas uma música.



Lupin

Nunca assisti nada de Lupin, mas sou apaixonado por essa abertura.



Paranoid Agent

Idealizado pelo mestre Satoshi Kon, Paranoid Agent tem uma abertura bizarra que fala muito sobre a proposta esquisita e sociopata do anime.



Agora, TOP 10 de encerramentos!


Aku no Hana

Feito em rotoscopia, o anime tem uma história perturbadora e seu encerramento reflete isso, deixando o telespectador igualmente desconfortável (não encontrei o vídeo de encerramento).



Beck

O encerramento está aqui pelos mesmos motivos que a abertura, mas também acrescento o fato da animação fazer referências a diversos roqueiros famosos.



Bleach

Life is Like a Boat, da Rie Fu, é uma música linda! E, não se contentando em ser linda, ainda serviu para dar uma zoada no Jovem Nerd! Também não encontrei o vídeo.



Hellsing

Hellsing foi um dos primeiros animes que vi usar uma música de uma banda ou cantor japonês em seu encerramento. Outras obras fizeram isso antes dele, mas o que vi primeiro foi esse. Shine, do Mr. Big, é uma música clássica do estilo de rock melódico dos anos oitenta e noventa.



Lucky Star

Lucky Star é uma história e animação experimental e seu encerramento não poderia ser diferente. Ao invés de simplesmente tocar uma música, na primeira parte da história as protagonistas vão ao karaokê cantar uma música diferente por episódio. Na segunda fase é mostrado um vídeo da equipe de produção, especificamente um dos dubladores, fazendo algo diferente por encerramento. Um dos encerramentos mais marcantes é o da Konata, protagonista da história, cantando uma das aberturas de Dragon Ball durante o karaokê.



Monster

Uma música que define solidão e o definhamento de um ser humano em melodia.



Neon Genesis Evangelion

Evangelion é um clássico para todos dominar. Seu encerramento, Fly me to the moon, do Frank Sinatra, é apresentada com uma versão diferente a cada episódio.



Paradise Kiss

Nunca assisti Paradise Kiss, sequer tinha interesse, mas descobri a poucos dias por causa da “Karol do Gyabbo” que o anime toca Franz Ferdinand no fim dos seus episódios e isso o fez virar automaticamente um dos meus encerramentos favoritos.



Sakamichi no Apollon

O encerramento de Sakamichi no Apollon é uma das coisas mais tristes do mundo! Em alguns episódios a música chega a bater bem fundo.



Tonari no Seki-Kun

Tonari no Seki-Kun é um anime curtinho cheio de carisma. Seu encerramento não poderia ser diferente, por isso é muito marcante.

terça-feira, 28 de março de 2017

9 filmes de monstros que você precisa ver!

Confesso que sempre tive medo de filmes de terror! Isso é algo que me persegue ao longo da minha vida, mas de vez em quando me pego querendo ver e, eventualmente, assistindo diversos filmes de monstros e de terror. Me descobri um fã do gênero, mas ainda disponho de diversos receei-os na hora de encarar um ou outro filme.

Essa não é uma lista definitiva, mas sim um compilado bacana sobre alguns dos filmes de monstros ao qual eu considero mais marcantes na minha vidinha medíocre. A lista começou com sete filmes, passou para oito e agora está em nove. Não pretendo alterar mais, portanto, veja a seguir a minha listinha com 9 filmes de monstros que você precisa ver:

Alien – O Oitavo Passageiro

Alien - O Oitavo Passageiro representa um medo primordial, não apenas no contexto claustrofóbico do terror provindo das sombras, mas também por relembrar uma das criaturas mais apavorantes da minha infância. Assisti ao filme na época de Prometheus, não me arrependo de nada, exceto pelo ingresso gasto com o prequel. O longa do pinto alienígena gosmento é um dos melhores filmes de terror que já vi, e também um dos que mais recomendo para as pessoas. 

Frankenstein

Todo mundo conhece a história do Monstro de Frankenstein, mas a maioria acredita que o nome do cientista é o nome da criatura, quando na verdade o ser putrefato renascido das correntes elétricas de raios não tenha sequer um apelidinho maroto. O filme original, além de dar vida a obra máxima de Mary Shelley, foi um marco para o cinema de terror e até hoje é muito interessante de se ver. 

Gojira (Godzilla)

O nosso querido Gojira, ou Godzilla, é de longe um dos filmes mais importantes da história do Japão e do mundo. O filme original tem uma densidade única que nenhuma continuação ou remake conseguiu transpor com o passar dos anos. O clima político, de terror e horror do pós-guerra intrínseco na obra, torna a história única, a deixando muito à frente do seu tempo. Além disso, Gojira tem uma trilha sonoro espetacular! 

Jurassic Park

Jurassic Park é mais um medo da minha infância. Confesso só ter assistido ao filme em 2010, mas que depois disso vi e revi algumas vezes. O longa, dirigido por Steven Spielberg, consegue unir ficção científica, fantasia, aventura e terror em um dos melhores filmes que você verá na sua vida. Também gosto das sequencias, principalmente do Jurassic World (Desculpa!); porém, não existe nada que supere essa obra prima do cinema. 

O Enigma de Outro Mundo

A primeira vez que tive um vislumbre de O Enigma de Outro Mundo foi em um dia de viagem, quando foi necessário acordar bem cedo para sair de casa. Na TV, no fim da madrugada, estava passando o filme do John Carpenter. Vi uma cena horrendo, sem medo dessa vez, mas só fui realmente assistir muito tempo depois. Adorei a ambientação da história, a criatura inexplicável e as aberrações parasitas nascidas das entranhas humanas (Alô Parasyte!). 

O Hospedeiro

Sou grande fã do cinema coreano e O Hospedeiro não poderia ficar de fora dessa lista! O filme tem as principais características do filme da melhor coreia: mistura de gêneros e crítica política. Esses dois pontos são cruciais para a história, que fala muito sobre o comportamento norte-americano em relação ao mundo e a relação do sul-coreano em meio a uma situação de terror é caos público. 

O Monstro da Lagoa Negra

Mais um clássico que jamais deve ser esquecido pela humanidade! O Monstro da Lagoa Negra me surpreendeu de diversas maneiras distintas. Além do fato da história se passar no Brasil, é possível encontrar no filme diversas características de filmes de terror que até hoje são utilizadas pelo cinema mundial. O design da criatura também é fantástico e atemporal. 

Ringu (The Ring)

Ringu é um thriller sobrenatural com toques de terror. O filme não foi planejado para deixar você com medo, mas sim para o deixar tenso e aflito com a situação disposta na trama do longa japonês do finalzinho da década de noventa. Acho que é justamente isso que o cinema mundial precisa: dramas aparentemente comuns com um toque especial de fantasia bem conduzido em uma trama intrigante.

Um Lobisomem Americano em Londres

Um filme de terror e comédia. Um filme de terror e comédia que inspirou o Michael Jackson a criar o clipe de Thriller. O filme que fez o Oscar criar uma categoria de efeitos especiais só para ele ser premiado. E como se tudo isso ainda não fosse o suficiente, Um Lobisomem Americano em Londres é o filme definitivo sobre licantropia.

segunda-feira, 13 de março de 2017

Satoshi Kon: Entrevista sobre Perfect Blue e o Making-of de Paprika

Consumir e produzir são dois elementos fundamentais da vida de um artista, porém, você também deve parar um momento para ouvir o que os outros profissionais têm a dizer. Procure ver entrevistas, ir em palestras – quando dá -, e também aproveite para ver comentários nas últimas páginas do gibi ou o Making-of de um DVD.
Satoshi Kon durante o Festival de Veneza, 2006 / Foto por Claudio Onorati - European Pressphoto Agency.
Eu gosto disso, ver entrevistas e esse tipo de coisa. As histórias, seja de vida ou de como algo foi feito, são sempre diferentes e inspiradoras. Recentemente vi dois vídeos maneiros, que provavelmente são de DVD’s (exceto a entrevista) dos trabalhos do Satoshi Kon, diretor japonês falecido em 2010.

O Satoshi Kon foi embora cedo e deixou um breve legado grandioso. Toda pessoa com bom senso deve parar para assistir seus filmes, da mesma maneira que os diretores de Hollywood fazem e você não percebe. E, depois de curtir o filme, aproveite e veja essa entrevista sobre Perfect Blue e o making-of de Paprika. Os vídeos, que estão com legenda em inglês, não são didáticos, mas talvez você consiga tirar um pouco de inspiração e, até mesmo, conhecer melhor esse grande profissional.






quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

Guia básico: formatação de roteiro para histórias em quadrinhos!

Acabei me deparando com um problema comum quando decidi escrever profissionalmente o meu primeiro roteiro de histórias em quadrinhos: não saber como fazer uma estrutura para esse tipo de texto! Eu já havia trabalhado com contos e histórias longas, mas nunca tinha feito um roteiro para HQ, o que pode ser um ponto desmotivador se você não souber por onde começar.

Refletindo sobre isso, resolvi criar esse guia básico sobre formatação de roteiro para histórias em quadrinhos! O texto compila, de maneira simplória, tudo ao qual eu gostaria de saber na época em que escrevi meu primeiro roteiro. O objetivo é auxiliar novos autores, principalmente aqueles que não sabem desenhar, de maneira prática e sem muitas delongas. Lembrando que a ideia não é ensinar a contar uma história, mas, sim, formatar um roteiro.

Por onde começar?


O primeiro roteiro que escrevi foi por causa da Editora Draco. Para quem não sabe, a Draco faz frequentemente seleções para antologias de livros e histórias em quadrinhos. Nesse teste de seleção é solicitado, junto ao roteiro, uma sinopse e um resumo completo da história. Passei a utilizar esse método desde então. É nesse ponto que você deve começar sua história.

Dracomics Shonen, Editora Draco.
Você teve uma ideia interessante para um quadrinho? Então comece escrevendo uma sinopse. Essas três ou cinco linhas de texto vão lhe ajudar a encontrar o foco do seu enredo, permitindo a melhor organização das suas ideias durante o desenvolvimento da trama.

Depois disso você escreve o resumo do seu roteiro. Não é para fazer uma dissertação sobre o assunto, uma página já está de bom tamanho para destrinchar os acontecimentos da sua história de vinte páginas (para mais ou para menos). O resumo não necessita de diálogos ou da descrição de como os acontecimentos serão contados no quadrinho, sua única função é estabelecer o ponto A, B e C da trama – início, meio e fim. Só seja mais específico se for realmente necessário.

Você pode escrever resumos mais longos se sua história for longa, dividir por partes e esse tipo de coisa, mas como esse é o “guia básico”, comece com menos páginas, não precisa se exceder querendo comer mais do que sua boca. Descreva tudo que vai acontecer na história no resumo como se fosse o argumento de um filme. A partir disso você estará mais apto para fazer seu roteiro.

Dica: eu geralmente faço um storyline antes de começar a escrever o roteiro. Essa linha guia temporal me auxilia a organizar melhor os acontecimentos nas páginas, separando algumas falas já planejadas e pedaços específicos do enredo. Veja o exemplo a seguir:

Página 1: Fulana chega na cidade e entra em uma loja de doces.

Página 2: Fulana é abordada por um vendedor. Ela pergunta se tem um bolinho específico e o funcionário diz que vai verificar ao se abaixar atrás do balcão.

Página 3: O funcionário levanta de supetão armado com uma espingarda. Fulana se esconde por de trás de uma prateleira.

E assim sucessivamente.

O formato ideal para um roteiro de história em quadrinhos


A formatação de um roteiro de história em quadrinhos pode ser feita de diversas maneiras diferentes, algumas com uma padronização mais solta e outras mais elaboradas. Como já foi explicado, esse texto é para iniciantes, portanto, nesse caso, vou explicar o formato básico ao qual utilizo; funcional e prático.

Esse é o formato padrão de um roteiro de histórias em quadrinhos:

- Página 1
QUADRO 1
Descrição da cena que deve ser desenhada no quadro.
PERSONAGEM – Balão 1
Fala do personagem.
QUADRO 2
Descrição da cena que deve ser desenhada no quadro:
PERSONAGEM – Balão 1
Fala do personagem.
PERSONAGEM 2 – Balão 2
Fala do personagem.

Dependendo da sua situação, a formatação de um roteiro pode ser complicada, mas o processo é bem simples quando você pega o ritmo de editar o seu texto dessa forma. O nome e número das páginas, que podem ser abreviados para PG1, sempre devem figurar em negrito para seu desenhista, editor e até mesmo você não se perder no texto (opção estética que faço uso). O quadro fica em caixa alta e o nome dos personagens, representando o balão de fala do quadro em questão, também fica em caixa alta pelo mesmo motivo da numeração da página em negrito.

Esse processo deve ser realizado em todo o roteiro. Quando for escrever a segunda página, destaque o número em negrito e comece a contar os quadros novamente; QUADRO 1, QUADRO 2 e etc. A contagem dos quadros recomeça em cada nova página da mesma maneira que a contagem dos balões recomeça em cada novo quadro.

Destrinchando alguns pontos específicos dentro da formatação de um roteiro:

• Ordem das páginas: o seu texto será transformado em um desenho para revista, portanto, você deve ter exata noção da ordem das páginas no projeto gráfico para saber se seu roteiro se encaixa corretamente. Normalmente a história começa em uma página ímpar (a direita da visão do leitor) e terminam em uma página par (a esquerda da visão do leitor). A numeração das páginas do roteiro não serão necessariamente as mesmas da revista impressa, o importante é saber se organizar para controlar o ritmo de leitura e, por exemplo, não quebrar uma página dupla. Faça uma tabela no Word, imitando o formato da revista, para se organizar e evitar dúvidas.


Página 1
Página 2
Página 3
Página 4
Página 5
Página 6
Página 7

• Página de quadro único: às vezes você quer que um único desenho ocupe uma página inteira. Para fazer isso é só seguir o processo explicado anteriormente, escreva QUADRO 1 e descreva sua cena. Coloque diálogos, se necessário, e passe para a próxima página;

• Página dupla: para página dupla, o momento de grande destaque e impacto de um quadrinho, você vai simplesmente escrever “- Página 4/5” e seguir o padrão dos quadros e balões já explicados;

• Descrição do quadro: a descrição do quadro deve levar em consideração o leitor e o ilustrador. Você tem que pensar que a cena será lida em desenho pelo seu leitor, portanto, é fundamental que ela seja parte essencial da história, não havendo espaço para firulas literárias como ocorre em um livro. Nesse sentido, não esqueça de descrever bem a imagem que você deseja para o ilustrador, mas não seja autoritário, deixe que o quadrinista se sinta bem informado e confortável para fazer seu próprio trabalho criativo;

• Descrição do quadro com especificações: quando o roteirista almeja algo específico para uma cena é sua função ser claro para poder descrever a situação, expressão ou objeto da melhor maneira possível. Assumindo o clichê de que uma imagem vale mais que mil palavras, é possível mandar para o ilustrador um exemplo desenhado por você ou até mesmo um link que justifica aquilo descrito no roteiro. “Nessa cena a Fulana está segurando uma arma apontada para o leitor em uma angulação de baixo para cima (Contra-Plongée); estilo essa imagem de Black Lagoon. Porém, não se esqueça, a descrição deve transmitir o que o ilustrador precisa saber, a referência é apenas um acréscimo charmoso para seu entendimento.

• Fala dos personagens: as falas dos personagens precisam ser sucintas e diretas; jamais confunda o diálogo de quadrinhos com livro ou cinema, pois o diálogo do gibi é dependente do tamanho do quadro disponível. Se o texto for longo ele vai cobrir a arte e deixará a leitura muito arrastada. Por isso é importante dividir os balões e aprender a falar muito com poucas palavras.

• Onomatopeias: as onomatopeias ficam por conta do seu ilustrador, pois fazem parte direta da composição artística do desenho. No entanto, se você pensou em algo em específico, coloque a onomatopeia na descrição do quadro e explique a utilidade da mesma para seu desenhista. Se a onomatopeia for uma fala, é só seguir o de costume como se fosse um diálogo normal do seu personagem.

• Os tipos de balões: dentro de um roteiro a formatação dos balões contam com o maior número de especificações técnicas. Nesse caso, resolvi separar alguns parágrafos para poder explicar direitinho como esses termos são aplicados dentro de um roteiro.

- O RECORDATÓRIO era utilizado como uma caixa de texto que explicava o que havia ocorrido na edição anterior da revista, mas também pode ser usado como um recurso narrativo de “passagem de tempo” e “placa de informação” – “Dois meses depois” e “Alemanha, 1944”, respectivamente. O RECORDATÓRIO tem que ficar no mesmo espaço dos diálogos, mas ao invés de colocar o nome do personagem e sua fala, você escreve RECORDATÓRIO e redige o que deve ser colocado dentro do balão.

- Se o diálogo ficou longo e você quer dividir o texto em dois balões para não deixar a fala cansativa, porém, o texto em questão faz parte da mesma frase, você só precisa escrever “continuação direta” entre parênteses após o balão.

FULANA - Balão 1

Você é extremamente inconveniente! Fica falando dessa tal de Juliana, Melissa, Barbara e até da Vanessa. Mas quer saber de uma coisa? Eu não tenho problema com suas ex-namoradas!

FULANA – Balão 2 (continuação direta)

Mas é engraçado que...

- No caso do personagem ausente, ou seja, o seu personagem está falando, mas ele não aparece em cena, só é preciso colocar “OFF” entre parênteses depois do nome do balão. É só fazer igual a continuação direta.

- Para o clássico balão de pensamento, eu sugiro seguir normalmente com o texto e, depois do nome do balão, colocar “Nuvem/Balão de Pensamento” entre parênteses.

FULANA - Balão 1

Eu tenho certeza que o certo é o fio vermelho.

FULANA – Balão 2 (Nuvem de Pensamento)

Não explode, pelo amor de Deus!

Bônus Track: O Arquipélago dos Espíritos.


Como já deixei claro, o meu primeiro roteiro foi publicado pela Editora Draco, porém, até agora não falei sobre ele. A história em questão se chama O Arquipélago dos Espíritos e está disponível no primeiro volume da antologia estilo mangá da editora, a Dracomics Shonen.

Melhor do que simplesmente mostrar detalhes técnicos da criação de um roteiro, acho importante também exemplificar na prática esse processo. Por isso resolvi separar o começo da minha história para vocês lerem; sinopse, resumo, primeira página no roteiro escrita e desenhada. Esse é o último exemplo, uma história finalizada que foi editada e publicada em material impresso. Confira:

O Arquipélago dos Espíritos

História: Dulcelino Neto

Sinopse:

No meio do oceano existe um conjunto de ilhas chamado O Arquipélago dos Espíritos. As ilhas, em especial a gigante central, são assombradas por fantasmas provindos de todos os cantos do mundo. Durante uma madrugada nublada o jovem Chu’a chega em uma das pequenas ilhas sobressalentes para assumir o posto de investigador sobrenatural ao lado de Bianca Fulmine, veterana de incursão e sua mais nova parceira. A primeira missão da dupla é resolver a aparição de um espírito animal raivoso que assombrou a residência de um casal de idosos.

Resumo (parte do primeiro e segundo parágrafo):

O Arquipélago dos Espíritos é um conjunto de ilhas assombradas por fantasmas provindos de todos os lados do mundo. As pessoas não sabem o motivo da concentração de espíritos na região, a única certeza é que as assombrações tomaram conta do lugar a muito tempo [...]

Chu’a é um jovem detentor de poderes sobrenaturais [...]. O rapaz chega em uma das ilhas do arquipélago após ter passado no processo de seleção responsável por contratar pessoas hábeis para assumir algum posto na comitiva responsável pela incursão exorcista no Arquipélago dos Espíritos [...]

Roteiro:

- Página 1

QUADRO 1

Imagem única. Ponta de um barco em perspectiva se aproximando do cais de uma ilha. A visão do leitor deve ser provinda de dentro do barco - o barco é pesqueiro; composto por casco, cabine e alguns mastros, mas a motor, sem velas. É um típico barco de pesca de mar que o Chu’a pegou carona para chegar até a ilha. O cais pertence a uma ilha menor do arquipélago, mas como ela está um pouco afastada nós não conseguimos ver o cume da grande ilha central. A visão do cais é um pouco borrada devido a neblina marítima.

RECORDATÓRIO – Balão 1

Ilha de Ferro, Arquipélago dos Espíritos.

Processo de criação da primeira página (arte de Heitor Amatsu).
O rascunho foi a primeira imagem que o Heitor Amatsu me enviou. Concordei com o seu desenho e ele finalizou. Reparem que a última página, aprovada pelos editores, não tem película, mas sim o uso direto de escala de cinza. Não tive participação nessa escolha estética, mas gostei bastante do resultado final, pois ficou mais natural do que a série de pontinhos da película.

Bianca Fulmine - Arte Conceitual por Heitor Amatsu.
Nessa outra imagem vocês conferem o processo de criação da Bianca, a protagonista feminina de O Arquipélago dos Espíritos. Na primeira versão do roteiro eu a descrevi com uma espécie de agente federal, FBI. Por isso que o Heitor a desenhou com esse terninho de escritório. No entanto, como estamos falando de uma comitiva em uma ilha, seria mais lógico que fossem militares, por isso ela assumiu o segundo visual, com roupas similares a de um soldado da marinha.
NUDES!

Para finalizar o processo de criação da personagem, solicitei para o Heitor remover sua saia e sapatos sociais. Depois disso enviei um manual em PDF do regulamento de uniformes da Marinha Brasileira. O design final é baseado em um dos uniformes padrões da marinha nacional, especificamente na roupa azul dos oficiais, mistura do feminino com o masculino. A imagem ao lado é a versão colorida desse mesmo uniforme (cores minhas, arte do Heitor).

Se você quer ver mais detalhes sobre todo o processo de criação de O Arquipélago dos Espíritos, acesse essa outra postagem. Nesse texto eu explico com detalhes, sem spoilers, todos os passos de criação do meu roteiro até a publicação impressa do quadrinho. Para ler o quadrinho você pode acessar um link de compra no site da Editora Draco (encaminha para outras lojas) ou ler na Social Comics.

Só com isso você será capaz de ganhar um Agostini ou HQMix? Provavelmente não, mas eu comecei com menos material para estudo e mesmo assim tive meu primeiro roteiro publicado por uma editora. Espero, mesmo que com pouco, ter ajudado.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

Divulgação

Coloquei todos os meus contos em promoção recentemente - o que me garantiu o recorde pessoal de downloads - e aproveitei para, novamente, entrar em contato com blogs e vlogs; alguns já me responderam e outros já postaram a respeito. Como de costume, essa é a lista de blogs que divulgaram o meu trabalho nos últimos tempos.

Mais uma vez pude contar com a ajuda do Dragonmountbooks (Resenha de Rei e o Monstro Gigante) e do blog Da Imaginação à Escrita. Fora esses dois, os meus contos também foram divulgados pelo Você é Tão Livro e Filósofo dos Livros.
Dragonmountbooks - Resenha de Rei e o Monstro Gigante (clique para acessar o site).

Da Imaginação à Escrita - Divulgação via Twitter.



Você é tão Livro - Divulgação via Twitter.


Filósofo dos Livros - Divulgação via Facebook.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

10 álbuns para ouvir no trabalho (ou os álbuns que escuto enquanto trabalho)

Resolvi fazer uma lista de 10 álbuns para ouvir no trabalho (ou os álbuns que escuto enquanto trabalho) por um simples motivo: é o meu blog, publico o que quero. Há um bom tempinho eu estava pensando em fazer essa postagem, pois as músicas que escuto não seguem necessariamente um padrão, a não ser o fato de serem em língua estrangeira. Não desprezo as músicas nacionais, só que é mais prático escrever dessa forma, sem ter uma pessoa “atrapalhando suas palavras”.

A música é ótima para fazer um isolamento estratégico durante o trabalho, seja como redator ou com minhas histórias. Não tenho nenhum conhecimento técnico, então meus breves comentários serão limitados ao gosto e não gosto. A lista é basicamente para exemplificar os diferentes tipos de músicas que embalam o meu dia a dia dependendo da minha animação ou melancolia amarga que corrói minha alma a cada dia que passa na vã tentativa de ser feliz em um mundo de ilusões e desespero.

Veja minha lista de 10 álbuns para ouvir no trabalho ou os álbuns que escuto enquanto trabalho:

*Isso é só um exemplo, não um padrão de todas as músicas que escuto para trabalhar. Não tem K-Pop na lista, mas escuto às vezes.

1. Ariana Grande: Dangerous Woman
Um álbum maduro, sem muitas firulas da indústria pop e com muito charme R&B. A Ariana Grande tem uma puta voz e o estilo das músicas fortalecem sua melhor característica.



2. Bradio: Power Of Life
Conheci o Bradio igual a todo mundo: Death Parade. Além de fazerem clipes MARAVILHOSOS, a banda lançou um álbum repleto de músicas dançantes para curtir o verão. Já falei deles em outra postagem.



3. David Bowie: The Next Day
Ainda preciso ouvir mais do velho Bowie, mas por enquanto continuo adorando um dos seus últimos álbuns. As músicas têm um bom ritmo, não muita agitadas ou muito lentas. Músicas ótimas; é isso que importa.



4. Die Antwood: Ten$ion
Já tinha ouvido falar do Die Antwood em algum lugar, mas só parei para ouvir depois da recomendação de um conhecido. As músicas são uma mistura de estilos, especialmente de batidas eletrônicas. Não sei explicar o som da dupla, só sei que é esquisito no ponto certo.



5. Epica: The Quantum Enigma
Me deparei com o Epica lá para 2008 e 2009, com os vídeos da banda em um estúdio acompanhados de uma pequena orquestra gravando o álbum We Will Take You With Us, de 2004. A Simone Simons continua com uma voz maravilhosa no The Quantum Enigma, sendo um disco perfeito para fugir da rotina comum de músicas que escuto.



6. Lindsey Stirling: Lindsey Stirling
Lindsey Stirling é uma violinista que mistura o som clássico de seu instrumento com batidas eletrônicas proporcionando um estilo musical próprio. A musicista é bem famosa na internet e os seus vídeos no youtube possuem números cavalares de visualizações.



7. Lorde: Pure Heroine
Três coisas podem definir beleza no mundo: Scarlett Johansson, Ryan Gosling e a Lorde cantando David Bowie. Em Pure Heroine, seu álbum de estreia, e único até agora, a cantora neozelandesa se mostra ser um ponto valoroso fora da curva da indústria do auto-tune.



8. Modà: Gioia
Um belo dia, na finada MTV Brasil, assisti o clipe de Vittima, que acabou sendo a primeira música que ouvi da banda italiana. As músicas desse álbum são bem bacanas, o estilo do rock é romântico e fica ainda mais charmoso por causa da língua.



9. Mr. Big: Actual Size
O Mr. Big é uma banda americana que ganhou fama no início dos anos noventa com a baladinha To Be with You. Eles ficaram em primeiro lugar nas paradas da época, mas eu, e muitos outros fãs de animes, conhecemos a banda por causa da música Shine, que toca no encerramento de Hellsing.



10. The Whits: Heartbreak Marathon
O Heartbreak Marathon é o primeiro e último álbum da já encerrada banda independente The Whits. O grupo era liderado por sua vocalista, Amy Whitcomb, que havia participado por duas vezes do The Sing Off e, posteriormente, do The Voice. Ela tem uma voz muito boa, perfeita para o rock, mas a banda não progrediu. Esse álbum tem apenas cinco músicas.


domingo, 1 de janeiro de 2017

Retrospectiva: Filmes assistidos em 2016

Como bem descrevi na minha postagem de 12 coisas boas em um ano de merda, uma das minhas melhores posturas foi criar uma lista das coisas que consumi. Resolvi listar e fazer breve comentários, não necessariamente técnicos, sobre todos os filmes que assisti e, indo além, resolvi catalogar também as séries de TV, animes (desenhos animados) e minhas leituras. Só os filmes possuem comentários e notas (escala de 1/5).

Essa é a lista dos filmes; os que estão marcados em vermelho são aqueles que mais recomendo, o que não quer dizer que sejam os melhores filmes da lista, mas aqueles que acredito que mereçam um destaque, saindo um pouco do óbvio (eu escrevi muito "divertido", "interessante" e "impressionante"). Confira:
Janeiro
1. Pentatonix: On My Way Home - Divertido para quem for fã do grupo - 3/5;
2. Nocaute - Jake carrega o filme, mas falta o ápice emocional da direção - 3/5;
3. Mad Max - Estrada da Fúria - Melhor filme de 2015 - 5/5;
4. Mr. Vingança - Linguagem lenta, mas intuitiva e dinâmica - 4/5;
5. Os Oito Odiados - Quase impecável, mas não extraordinário - 5/5;
6. Que Horas Ela Volta? - Enredo centrado com ótima direção e atuações - 4/5;
7. Hércules - Muito divertido, mas poderia ter um tom melhor para um épico - 3/5;
8. Vizinhos - Divertido, bom para passar o tempo - 3/5;
9. Rota de Fuga - Ótimo filme de brucutu. É sempre bom ver o Arnold e o Sly, melhor ainda quando eles estão juntos - 3/5;
10. Creed -  Revisitando um clássico com grande estilo, mas mantendo uma personalidade própria e respeitando a essência de outrora - 5/5.
 Fevereiro
11. Uma cilada para Roger Rabbit - Mistura perfeita de animação com atores reais - 5/5;
12. Police Story – A guerra das drogas - Tinha esquecido o qual espetacular e divertido era o Jackie Chan 4/5;
13. Deadpool - Ryan Reynolds Redemption - 4/5;
14. Police Story 2: Codinome Radical! - Continuação direta do primeiro filme, segue a mesma linha, mas não possuí as mesmas cenas antológicas do primeiro longa - 4/5;
15. Stardust: O Mistério da Estrela - Efeitos especiais datados, mas o charme da fábula permanece - 4/5;
16. Chicago - Razoável, já vi musicais muito melhores - 2/5;
17. O Tigre e o Dragão – A Lenda Verde - Genérico do original, sem classe e direção medíocre - 2/5;
18. Lilo & Stitch - Agradável, mas não é grande coisa 3/5;
19. A nova onda do imperador - Simples e divertidíssimo - 5/5.
Março
20. Police Story 3: Supercop - A história é melhor do que a do segundo filme, mas a construção das cenas de ação não é tão boa quanto a dos dois longas anteriores - 3/5;
21. Meu vizinho Totoro - Incrível como uma história sem trama complexa pode ser fantástica - 5/5;
22. Heróis de Ressaca - O fim da trilogia do corneto permanece com a qualidade dos anteriores, mas é o mais fraco dos três - 4/5;
23. Ataque ao Prédio - O filme continua supimpa após cinco anos do lançamento - 4/5;
24. Kung Fu Panda 2 - Simples, sem grandes personagens, mas razoavelmente divertido - 3/5;
25. Diamante de Sangue - Tem um probleminha de continuísmo, mas ao todo é um puta filme maneiro - 5/5;
26. Ratatouille - É difícil descrever, mas Ratatouille continua sendo uma das melhores animações da Pixar - 5/5;
27. Armadura de Deus - Esperava mais porrada. O interessante é que o pôster tem uma arma que não aparece no filme, pois o Jackie não usa armas - 3/5;
28. Dragon Ball Z – A Batalha dos Deuses - Puta filme divertido. Acerta bonito na nostalgia e ainda entrega uma expansão de universo interessante - 3/5;
29. Batman V Superman - Um filme desequilibrado, mas muito interessante. Falta a essência de muita coisa, do superman, das cidades e dos antagonistas. Ben Affleck, olha só, é a melhor coisa do filme - 3/5.
Abril
30. Macbeth - Narrativa lenta com linguagem shakespeariana preservada. Fassbender fantástico, como de costume. Mas faltou aquele toque a mais para deixar o ar épico da trama fazendo jus a proposta do filme - 3/5;
31. Stan Lee – Mutantes, Monstros e Quadrinhos - Stan Lee <3 - 5/5;
32. Oz – Grande e Poderoso - Abertura excelente, mas o filme em si é só OK - 3/5;
33. Appleseed Alpha - Muito diferente da animação da década de oitenta, até os personagens são diferentes. O estilo distópico é interessante, mas não é a abordagem mais agradável para a pegada de thriller original - 3/5;
34. Coraline - Continua maravilhosamente assustador - 5/5;
35. Sede de Sangue - Chan-wook Park é a melhor representatividade do cinema coreano moderno, aquele que sabe brincar entre gêneros e contar uma história inquietante - 5/5;
36. Relatos Selvagens - O cinema Argentino continua muito superior ao brasileiro. Os profissionais do nosso país necessitam estudar os vizinhos latinos para melhorarem a qualidade do seu trabalho - 5/5;
37. Hotel Transilvânia - É muito divertido, mas ainda falta certo charme, melhorar o tempo das piadas, história, personagens e afins - 3/5;
38. The Kirishima Thing - Um filme japonês que diz muito sem se expor de maneira deliberada. "The Kirishima Thing" faz você se sentir uma pessoa melhor - 5/5;
39. Sin City – A Dama Fatal - Filme meia boca, com os mesmos problemas do primeiro. Falta equilíbrio narrativo para conduzir a trama de uma maneira intrigante - 2/5;
40. 13 Assassinos - Ótima construção narrativa, atuações e desenvolvimento - 4/5.
Maio
41. Indie Game – O Filme - Documentário excelente. Você compreende as principais angustias de produzir um jogo independente ao mesmo tempo que simpatiza com a gratificação do processo final - 5/5;
42. Capitão América – Guerra Civil - Gostei mais da condução do filme do que do andamento da saga nos quadrinhos - 5/5;
43. O Fantasma do Futuro – Ghost in The Shell - Revendo a animação pela terceira vez, agora dublada, é notável que a qualidade permanece a mesma, porém, o dinamismo do filme ficou um pouco datado e lento com o passar do tempo - 5/5;
44. Tarzan - A narrativa continua divertida e a animação, em especial à abertura, é mais impressionante do que eu lembrava - 5/5;
45. Pocahontas - Lembro de assistir quando mais novo, mas a experiência de rever foi como assistir pela primeira vez. História interessante, porém, poderia ser melhor elaborada - 4/5;
46. Os Incríveis - Melhor filme do quarteto fantástico - 5/5;
47. All work All play - Ótimo para conhecer melhor o mundo do e-sport - 5/5;
48. Caçador de Trolls - Um mockumentary padrão, mas a parte cientifica da história é muito interessante - 3/5;
49. Apertem os cintos, o piloto sumiu! - É impressionante como a simplicidade de boas piadas unidas a uma boa construção de história fazem um ótimo filme de comédia - 4/5;
50. X-Men – Apocalipse - Começa muito bem, mas depois os personagens são ignorados em prol da megalomania catastrófica do Bryan Singer. Ademais, por mais que J.Law seja a J.Law, prefiro ver a Mística nos filmes do X-Men - 2/5;
51. Dragões para sempre - Ótimas cenas de luta, mas história mais ou menos - 3/5;
52. Matrix - Por incrível que pareça essa foi a segunda vez que assisti ao filme, a impressão é de a história ficou muito melhor do que eu lembrava - 5/5.
Junho
53. Questão de tempo - Demorei para assistir, mas valeu cada segundo e seria ótimo poder voltar no tempo para rever pela primeira vez - 5/5;
54. Matrix – Reloaded - Assisti pela primeira vez e gostei da expansão do universo, mas é esquisito o fato dos efeitos especiais do primeiro filme serem melhores do que os do segundo - 4/5;
55. Os Capitães - Mais do que um documentário sobre Star Trek, é uma reflexão sobre os seus capitães dentro e fora da franquia - 4/5;
56. Truque de Mestre - O filme peca no ato final e em alguns efeitos especiais, mas ao todo é bem agradável - 3/5;
57. O Senhor dos Espinhos - Pensei que seria um filme com apelo científico, mas a história tem uma pegada mais de sobrevivência. O lado da correria é bem legal, lembra alguns clássicos do gênero, mas o lado filosófico deixa a desejar por melhor que a história seja - 3/5;
58. O Grande Mestre 3 - O filme tem uma certa desorganização narrativa, o que prejudica um pouco o enredo, mas ao todo é muito bem executado - 4/5;
59. Hoje eu quero voltar sozinho - Sempre senti falta de filmes nacionais que conversem com o público jovem, “Hoje eu quero voltar sozinho” preenche essa lacuna com maestria - 5/5;
60. Birdman - Um pouco arrogante e hipócrita, mas interessante e divertido em determinados pontos - 3/5;
61. Depois da terra - Muito problemático, mas com diversos conceitos e abordagens bem colocadas - 3/5;
62. Atração Perigosa - História envolvente, boas atuações e um ótimo trabalho do Ben Affleck como um todo - 5/5.
Julho
63. Matrix – Revolutions - O grande problema do terceiro Matrix é justamente ignorar a matrix, algo fundamental para a essência do protagonista. Em suma, fica aquela sensação de que essa é uma franquia que tem que voltar - 3/5;
64. Star Trek – Além da escuridão - Ainda continua ótimo, mas faltou construir melhor a história para aumentar a qualidade do vilão - 4/5;
65. Super 8 - Revi pela terceira vez e essa não será a última - 5/5;
66. Velozes e Furiosos 4 - Ignorei a franquia por muito tempo, nunca tive muito saco para carros e afins. No entanto, curti a pegada despretensiosa combinada com a ação bem construída - 3/5;
67. Velozes e Furiosos 5 - A mistura de Rio de Janeiro com Porto Rico é um pouco bizarra, principalmente com o fato do filme achar que uma favela consiste em uma grande rede criminosa comandada por um ator português interpretando um personagem de nome espanhol - 3/5;
68. De volta para o futuro - Lembrava de ter assistido ao final, mas nunca havia realmente visto o filme. Simples e extremamente divertido - 5/5;
69. Alvo Duplo - O filme tem personalidade, roteiro simples e com personagens em cenas divertidas; praticamente uma história dos anos oitenta - 3/5;
70. Crime Story -  Um filme diferente do estilo padrão de lutas do Jackie Chan, mas mesmo assim é bem bacana - 3/5;
71. O homem duplicado - Melancólico e perturbador no ponto certo. Jake, como de costume, fantástico - 3/5;
72. Um conto chinês - Darin é maravilhoso e mais uma vez um filme argentino comprova o abismo de qualidade com produções brasileiras - 4/5;
73. Eu vi o diabo - Mesmo depois de tanto tempo, o cinema coreano continua me impressionando. São duas horas e meia que passam como se fosse quarenta minutos - 5/5;
74. O homem dos músculos de aço - Documentário muito interessante e impressionante de diversos modos diferentes - 5/5.
Agosto
75. O fantástico Sr. Raposo - A simetria do Wes Anderson em uma animação de stop motion é algo realmente deslumbrante - 5/5;
76. Tubarão - Tenso e atemporal - 5/5;
77. Esquadrão Suicida - Começa até que aceitável, mas depois vai decaindo absurdamente devido a inúmeros problemas, como o vilão ruim, trama medíocre, piadas exageradas e sem graça, excesso de Arlequina, vilões fofos, falta de desenvolvimento de personagem, falta de uso prático das habilidades dos vilões, e assim por diante - 2/5;
78. Quase igual aos outros - Divertido, inteligente e bem à frente do seu tempo para um filme da década de oitenta - 4/5;
79. A Marca da Maldade - Impressionante como uma história simples bem contada tem resultados maravilhosos. O filme é de 1958, mas não é lento e as atuações não são caricatas - 5/5;
80. O Homem-Formiga - Rever o filme foi uma excelente escolha para um sábado à noite, pois "O Homem-Formiga" me pareceu melhor do que de quando vi no cinema; a única exceção desse comentário é uma cena de fanservice mal resolvida - 4/5;
81. Indie Game After Life - Igualmente interessante ao primeiro documentário, mas a montagem peca no equilíbrio da narrativa, o que deixa o terceiro ato desequilibrado e, às vezes, desinteressante - 4/5.
Setembro
82. O Som ao Redor - Lento e às vezes muito contemplativo, porém, é um bom filme - 4/5;
83. Invasão à Londres - Não é melhor que o primeiro, mas é um ótimo filme ruim - 2/5;
84. Louca Obsessão - Mesmo com uma linguagem antiga, mas não antiquada, o filme ainda causa uma boa tensão para o telespectador - 5/5;
85. A Princesa e o Sapo - Não esperava muito coisa, as músicas são esquecíveis e a sinopse não é a das mais interessantes. No entanto, alguns detalhes do enredo são bem criativos, a animação é de qualidade e os personagens são ótimos - 4/5;
86. 5 centímetros por segundo - Dividido em três episódios de duração diferente, 5 centímetros por segundo é muito sentimental ao falar da distância entre relações - 4/5;
87. E.T. - O Extraterrestre - Uma breguice boa - 5/5;
88. Star Trek: Sem Fronteiras - Ação espacial perfeita, porém, na hora de cair na porrada mano a mano as coreografias não são muito boas porque só em algumas cenas o cenário é utilizado com eficácia. A história é bem bacana, melhor que o anterior - 4/5;
89. Veludo Azul - Meu primeiro David Lynch. Esperava algo mais surtado, principalmente por causa do que as pessoas falam do trabalho dele, mas acredito que “Veludo Azul” apresenta com qualidade as coisas estranhas do mundo - 4/5;
90. ARQ - O filme é a prova de que uma história clichê bem executada proporciona ótimos resultados. Todavia, faltou mais criatividade na elaboração das cenas - 3/5;
91. As Tartarugas Ninja - Roteiro horroroso, mas as cenas de ação salvam o entretenimento - 2/5.
Outubro
92. Sicário - Terra de Ninguém - Não é o melhor filme do Villeneuve, mas é um dos seus melhores. A maneira que ele conduz as cenas sem trilha sonora, trabalhando apenas com o som ambiente, são fantásticas por enriquecerem a tensão da trama - 5/5;
93. Star Wars: A Guerra dos Clones - O filme tem a essência da série clássica, mas a trama perde a leveza e qualidade de desenvolvimento no arco final - 4/5;
94. De volta ao jogo - Ação inteligente, sabendo usar diversos estilos, mas sem ser megalomaníaco. Os personagens são bem interessantes, o que ajuda a contribuir para o desenvolvimento do enredo - 4/5;
95. O Hospedeiro - Mais um filme para salientar que o cinema contemporâneo coreano é um dos melhores do mundo. Perfeita mistura de gêneros em um enredo simples que vai elevando sua escala de dramaticidade a partir do desenvolvimento individual de cada personagem - 4/5;
96. Ring - O chamado - Passei um bom tempo da minha vida acreditando que era um filme de terror sinistro, mas na verdade é um suspense sobrenatural inteligente e ainda hoje diferenciado em comparação as produções modernas do gênero - 5/5;
97. Hunter x Hunter: Phantom Rouge - Uma história genérica divertida, boa para poder voltar ao mundo de Hunter x Hunter sem maiores compromissos - 3/5;
98. Os Excêntricos Tenenbaums - Sutil, elegante, divertido e simétrico como um bom filme do Wes Anderson - 5/5;
99. Mulan - Estava querendo rever o filme a muito tempo, mas só tive essa oportunidade agora. As músicas não são as melhores da Disney, no entanto, o filme é de longe uma das melhores histórias animadas da casa do Mickey - 5/5.
100. O Rapaz e o Monstro - Mamoru Hosoda tem um espaço especial no meu coração por ter feito ”A Garota que Conquistou o Tempo”, mas em “O Rapaz e o Monstro” ele avança ainda mais em suas qualidades, oferecendo uma animação melhor e ainda proporcionando um roteiro amorzinho - 5/5;
101. Bob Esponja: O Filme - É impressionante como o filme é feito exclusivamente de frases e momentos marcantes. Mesmo mais de dez anos depois, “Bob Esponja” permanece excelente - 5/5;
102. Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2 - Divisão em duas partes é um erro absurdo para qualquer história. O pai do Harry é babaca e o Snape é fodão. Fora isso, é muito vacilo mandar toda a Sonserina para o calabouço (discriminação!) - 4/5.
Novembro
103. Máquina Mortífera - Não imaginava todo o peso psicológico por de trás da trama do filme. Além disso, a interação entre os personagens é bem divertida. O arco final, mais lento e menos dinâmico, é a parte mais fraca do filme - 4/5;
104. Inimigo Público - O filme não envelheceu com o tempo e sua temática nunca esteve tão atual. Mantenho cinco estrelas mesmo com a imagem de vídeo que gira como uma câmera 360º - 5/5;
105. Chef - Filme amorzinho feito para você assistir e passar fome - 4/5;
106. A Vida Marinha com Steve Zissou - Não é o melhor filme do Wes Anderson, mas tem um cachorrinho de três patas, Cate Blanchett e o Seu Jorge - 4/5;
107. Doutor Estranho - Tilda Swinton maravilhosa, mas ainda é whitewashing. O Doutor Estranho também é legal - 4/5;
108. Drácula: A História Nunca Contada - Ótima ideia com execução péssima resulta nisso daqui - 1/5;
109. Suspiria - É impressionante o nível de tensão do filme. Mesmo sem grandes atuações a direção consegue te passar o ponto certo da densidade de terror através do espetáculo visual e da trilha sonora - 4/5;
110. Jersey Boys: Em busca da música - Mais um ótimo filme na carreira do Clint Eastwood. A construção da história é bem interessante, não limitada a um arco simples e comum dos filmes biográficos - 4/5;
111. Os Bad Boys - O Michael Bay já era o Michael Bay antes de ser o Michael Bay - 2/5;
112. Scott Pilgrim Contra o Mundo - É impressionante como o filme continua bom. A história passa muito rápido, mas isso não é um problema real - 5/5;
Dezembro
113. Déjà Vu - O conceito é muito interessante, mas o filme não sabe brincar muito bem com a situação e às vezes a história aparenta ser um pouco arrastada - 3/5;
114. I am a Hero - O filme sabe utilizar do seu orçamento muito bem. Quando precisa gastar, o dinheiro é investido corretamente, mas quando precisa ser econômico, a narrativa bem construída não perde nenhuma das suas qualidades - 4/5;
115. Star Wars VII: O Despertar da Força - Gosto de muitas coisas no filme, mas um dos meus pontos favoritos é o Kylo Ren, um ótimo vilão que ajuda no desenvolvimento dos dois protagonistas. O cinema precisa de mais vilões relevantes - 4/5;
116. A Grande Aposta - Acho fantástico que o diretor tenha desenvolvido uma linguagem própria para o filme para poder narrar uma história tão complicada de entender - 5/5;
117. Video Game – The Movie - Documentário interessante, mas não tem o melhor formato de linguagem para transmitir suas informações - 4/5;
118. Rogue One – Uma história Star Wars - Eu sou Um com a Força, e a Força está comigo - 5/5;
119. Saneamento Básico - A construção dos personagens em conjunto ao enredo torna o filme uma história única e extremamente divertida - 4/5;
120. Ponyo - O filme mais infantil do Miyazaki, mas mão menos interessante - 4/5;
121. Sem Limites - A versão boa de Lucy - 4/5;
122. Millennium III: A Rainha do Castelo de Ar - A trilogia é excelente como um todo. Gosto de como os dois diretores, o do primeiro filme e o que fez os dois últimos, carregam a história se baseando no roteiro e nas atuações, sem firulas cinematográficas, mas com muito elegância e qualidade - 5/5.